
Ela sai para andar de bicicleta. Vê um caminho de pedras da calçada, segue e quando está a meio a bicicleta vira-se e cai, ela esfola o joelho e as mãos estão em sangue. Olha em volta com lagrimas nos olhos para ver se há alguem para a ajudar. Todos passam por ela como se não a vissem, ainda tenta esticar a mão a uma senhora com ar asiatico, mas ela vira a cara. As lágrimas caem com mais intensidade, tenta pôr o orgulho para cima e levanta-se, pega na bicicleta e vai para casa. Antes de entrar respira fundo e tenta conter as lágrimas. Olha uma ultima vez para as feridas que fez e por fim bate á porta. Ao entrar começa a chorar outra vez, não por lhe doerem as feridas fisicas, mas porque quando ela preciso ninguém a socorreu e acontecimentos assim demoram a ser esquecidos.
Ana Brás 03.01.2011
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